O Chinatown pertence a outros quatro sócios, todos chineses, entre parentes e amigos do empresário.

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O dragão amarelo do letreiro evidencia a bandeira chinesa fincada na Avenida Washington Luiz, em Caxias. Visível a muitos carros de distância, o enorme galpão vermelho de 10 mil m² abriga, desde a última sexta-feira, o primeiro mercado atacadista chinês no estado do Rio, o Chinatown Atacado, o maior do país. De pano de prato à cadeira de alumínio, passando por ursos de pelúcia e pilha alcalina, a hiper loja vende toda a sorte de produtos made in China levantando o cartaz do menor preço.

Importar um produto para o Brasil e revendê-lo é muito caro. Os custos de importação, revenda, até chegar no consumidor são enormes. O que queremos é trazer da importação direto para o consumidor, pagando um imposto só, com o melhor preço para o cliente, diz um dos donos do hipermercado, o chinês Yin Dilei.

Chamado pelos funcionários do Chinatown de André (“é mais fácil, por isso criei um nome fantasia”), Yin Dilei veio para o Brasil em 1996 para ser representante comercial de uma empresa chinesa. Pai de três filhos, ele hoje é também, não à toa, dono de uma importadora de produtos made in China, que fica ao lado do galpão da megaloja.

O Chinatown pertence a outros quatro sócios, todos chineses, entre parentes e amigos do empresário. Segundo ele, todos têm outros negócios no Rio, na Penha, em Bonsucesso e no Centro.

Não somos um grupo, somos uma família.

Tudo junto: atacado e varejo

Com um mínimo de compra de R$ 300, o Chinatown não funciona como uma loja atacadista tradicional, em que o cliente precisa comprar uma caixa do mesmo produto. Lá, é possível comprar um exemplar de cada mercadoria desde que a soma total chegue ao valor mínimo estipulado. É o que chamam de “atacarejo”(híbrido de atacado com varejo).

No centro comercial de Caxias, lojas menores receberam com apreensão a gigante chinesa. O lojista Cristiano Souza contou que suas vendas caíram cerca de 50% desde a chegada do Chinatown. Outra comerciante, sem se identificar, reclamou da “invasão” chinesa em Caxias:

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Só pastelaria são cinco.

Presente na inauguração da loja, na última sexta-feira, o prefeito de Caxias, Alexandre Cardoso, é entusiasta do negócio:

Um mercado atacadista aumenta o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da cidade e torna Caxias um centro atrativo de compras. A Washington Luiz, do quilômetro 0 ao 20, é a rodovia mais importante do estado em termos de logística e de interesse comercial. É claro que temos que proteger a produção nacional, mas não posso proibir a entrada dos chineses. A respeito do preconceito que muitos consumidores têm com os produtos feitos na China por conta da fama de má qualidade, o prefeito rebate:

A China, de cinco anos para cá, começou a agregar valor aos produtos. A qualidade ainda não é ótima, mas tenho certeza que eles vão melhorar muito em poucos anos. O chinês colocou um homem em órbita. Isso é tecnologia.

Cardoso conta que foi procurado e viu com bons olhos a proposta de construção de um shopping exclusivo para produtos chineses em Caxias.

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Fonte: G1

3 respostas a ‘Chinatown’ chega a Duque de Caxias em mercado de 10 mil m²

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